quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

Arbeit macht frei

Foram estas as palavras que deram as boas vindas a milhões de pessoas em Auschwitz. Em português quer dizer "o trabalho liberta". A maior mentira que eu conheço....A verdadeira libertação aconteceu neste dia, há 60 anos.
Espero que Deus não permita que tal volte a acontecer.

Não sabia...

.... que só quem tem filhos pode opinar sobre o aborto. Diz (quem tem filhos) que gerar um vida muda as coisas. Por isso quem ainda não deu esse passo tem que ficar calado.
Há gente estúpida!

Benfica - Sporting

O Benfica ontem ganhou ao Sporting. Dizem os entendidos que os lagartos foram roubados. Não percebo nada do assunto e por isso não comento. A verdade é que as águias voaram mais alto. Para história fica a nossa vitória.
"Nossa", sim. Apesar de ser uma leiga nas lides futebolísticas não consigo deixar de torcer pelo Benfica. Não sei porquê. Não consigo explicar. Parece-me que é uma coisa que se me entranhou e, por mais que tente perceber o lado das outras equipas, nenhuma chega à camisola do meu "time".
Até percebo essa coisa de se dizer que os outros foram roubados, blá, blá, blá. Como não sou fanática consigo abstrair-me e até aceitar que o Hugo Viana foi mal expulso (afinal, o árbitro estava de costas). Mas, quero lá saber...azar!


quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

Jet 7

Há uns anos existiu um programa na RTP que tinha este nome pomposo, Jet 7. Falava de festas, famosos e tias e durante quase cinco anos manteve-se na grelha da televisão pública. Produzido por uma produtora espanhola (Videomedia) era feito por mim e por uns amigos.
Foram alguns dos nossos melhores anos. Ninguém nega.
Ao longo de muitos meses acompanhados por emissões semanais, uma equipa de cerca de vinte pessoas realizou aquele trabalho com profissionalismo e bastante garra. Vivia-se intensamente cada dia. Era comum ouvir-se o comentário: "Um dia vamos ter saudades". E é o que acontece. Hoje estamos todos separados. Cada um seguiu o seu caminho.
Na memória ficaram centenas de entrevistas, viagens inesquecíveis, personagens hilariantes e momentos que nenhum de nós esquece. As histórias recordam-se como se tivessem acontecido ontem.
Para matar saudades, no Sábado, fui jantar com alguns dos amigos que fiz nesse tempo. Foi muito giro.
O serão foi, acima de tudo, divertido. Eu, a Renata, a Paula, o Baptista e o Renato não nos viamos há....muito tempo, mas a conversa fluiu como se nos tivessemos encontrado no dia anterior. O tema principal foi (como não podia deixar de ser) o passado e as histórias que partilhámos com os famosos, de microfone em punho, câmara às costas, baterias na mochila ou auscultadores nos ouvidos.
Nunca é demais recordar o "no me sento bene" em frente ao príncipe italiano, ou o encontrão que eu dei no primeiro-ministro depois do Miguel Ângelo achar que eu me chamava Julinha, ou a viagem à Tailândia e ao saudoso México. Paris estará para sempre lá e o mistério da fundação da "Grande Reportagem" permanecerá no segredo dos Deuses. :) :) :) :)
E se algum dia nos perguntarem porque razão foram anos tão especiais a resposta será:
"Parce c'est un dessert avec beaucoup du lait. Un jument!"
:) :) :)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

O que vai e o que fica

E pronto. Já está. A toda a velocidade e na crista da onda...entrámos de rompante em 2005. De 2004, fica a má memória de um Santana ridículo, de uma Grécia injustamente campeã, de uma Casa Pia podre, da dentadura reluzente do "vai-te esconder" do Paulo Portas, do meu computador da Impala ter falecido sem deixar herança, dos arranjos dos carros e do Porto ter ganho tudo o que havia para ganhar. Para mais tarde recordar com um sorriso ficam as bandeiras nas janelas dos carros e nas varandas, a defesa e o golázio do Ricardo, o meu mac novo, o concerto da Diva, a "sobrinha" Maria, o "girino" Gui ou "Mina", o trambolhão do Santana, a aparição dos fabulous four (não, os Beatles já eram: os fedorentos!) e a minha descoberta bloguesta.
Foi um anito giro, engraçado e interessante. Espero que este que acaba de penetrar seja tão bom ou ainda melhor, claro.
Um bom ano a todos Vós (milhares) que lêem isto.