quinta-feira, 24 de fevereiro de 2005

De Guilherme a Laura

Não, não se trata de mais uma estória dessas, que inundam os tablóides, de transexuais. O Guilherme não existe e a Laura respira vida. Na realidade, este post fala da vitória do mais forte sobre o mais fraco, ou seja, da mulher sobre o homem.
Tudo começou, tam, tam, há um tempo atráis ná ilha do Sol (n resisti à musiquinha). Fora de brincaderias, porque estou a falar de coisas sérias, este episódio começa há uns meses atrás, quase cinco. Lá longe, muito longe nas gélidas e neutras terras suiças, um jovem casal subia e descia montanhas, escarpas e montes. De visita ao cantão francês, onde o irmão do jovem lecciona educação física, o casalinho viveu intensamente o amor que unjanitos antes osjuniu. Passearam, passearam até que se cansaram e voltaram à Lusitânia. Já cá, e num belo dia de sol a rapariga sentiu uma leve tontura. Deambulou durante uns dias e...a tonteira revelava-se um ser que timidamente dava as primeiras espreguiçadelas. A miúda estava grávida. "Ai, que grande alegria"- foi o eco que se ouviu, proferido pelos avós, tios, tias, bisavós, amigos, amigas e prima.
De imediato se colocou a questão que se impunha: "menino ou menina?" Com cautela, porque nestas coisas é preciso ter cuidado para não ferir susceptilidades, lá se ouvia: "hum, quer-me parecer que essa barriguita espetadota é menino", ou "a cara assim redonda, só pode ser menina", ou ainda "o jogo da agulha não falha, e se diz que vais ter dois meninos, vem aí uma piloca".
Ora, se era de uma salsichinha que se tratava, a pergunta seguinte prendia-se com o nome do petiz. Prontamente, papai e mamãe disseram em uníssono: "Guilherme".
Perfeito. O Gui e a sua virilidade eram parte integrante de conversas.
Esta é a altura em que eu tenho que fazer um confissão: EU QUERIA UMA RAXINHA E NÃO UMA PILINHA! Mas, a verdade é que eu não mandava nada, e nada tinha a ver com o assunto. Se é gajo, então que seja. Comprometi-me a enchê-lo de beijinhos e apertões de igual modo. Mas que eu preferia uma menina, lá isso preferia. Pronto. Sou assim. As Barbies, os vestinhos, as pulseiras, os brincos, os laçarotes, as saias, o cor-de-rosa e as coisas coquetes são mais a minha onda. Assumo. Mas também não escondo, rapidamente "encasquetei" que ia ser um guilherminho reguila, que me iria encher de pontapés nas canelas e vencer-me nas corridas de carrinhos no passeio da estrada. Então não é, que na bela da ecografia o bebé se pôs mesmo a jeito e...é uma MENINA!!!
Apesar dos segundos de silêncio que se viveram aquando da notícia, é surpreendente ver que, quando o assunto são crianças os nossos sentimentos se alteram velozmente. Gui? Quem?
A Laura (que também poderá ser Madalena) cresce a olhos vistos e prepara-se para ser mais alta que eu. Estou desejosa de te conhecer para brincarmos aos chás e as cozinhas. E é maravilhoso pensar que podemos usar o porta-chaves do snoopy com a mesma letra "L".
Um grande beijinho.
Desejando felicidades vezes infinitos, aprendi uma lição nesta bela estória de amor: não confies no jogo da agulha, porque falha!

Fast food

Digam o que disserem, mas comer um hambúrguer com batata frita e beber uma Coca-Cola, é a melhor refeição do mundo. É um dado adquirido. Inegável. E quem disser o contrário, é fraco, influenciável, medricas e totó. (sem ofensa, claro)
Agora, é moda dizer-se que se detesta as fast food, e que o que é saboroso são as saladas e as sopas. Argh! Tretas. Tudo isso são tangas que a boca desses indivíduos prega ao cérebro, que "saliva" por palitinhos fritos, mergulhados em ketchup, maionese e molho cocktail. Okay, até se percebe que as pessoas evitem comer essa, dita, junk food ou comida de lixo. A propaganda que os governos resolveram (sabe-se lá, porquê?) lançar, dizendo que estes alimentos prejudicam a saúde, léu, léu, léu, aterroriza qualquer um. Porém, serve o presente post para desmistificar tais factos. É claro que a comida do McDonalds não é propriamente saudável, mas o bacalhau à lagareiro ou o cozido à portuguesa também não o são!
Meus amigos, desde que não se armem em americanos a pretender fazer documentários para provar seja lá o que for, e não vão todo o santo dia, sempre que vos der a fomeca, ao Mcdrive....NÃO HÁ PROBLEMA!
Já está na altura das pessoas começarem a assumir os seus gostos, a impôr os seus valores e a lutar contra parlemices. Por isso, comam os hambúrgueres que vos apetecer, quando vos der na real gana.
A vida são dois dias....e o carnaval três!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

A Isabel já sabe...

A Isabéu já sábe que é filha da Do Carmo! Jésus Mária, a menina tá mau...
À novéla dás oitjo istá ao rubro, um verdadeiro show de bola. O povo irmão sábe como fazê uma boa trama, e à genti corri' átrás.
É isso aí galera: "quem quer moleza...senta no pudim!"

Sócrates Primeiro-Ministro cá da terra!

No Domingo diz que se fez história na aldeia. Após várias tentativas, o PS lá conseguiu a maioria absoluta. Agora, temos um Primeiro com nome de filósofo grego. Coincidência ou não, foi lá na Antiguidade que se inventou a palavra Democracia. Vamos lá ver se o nosso Sócrates saberá respeitar o nome que carrega.
Da noite das eleições gostei particularmente da lagrimita no canto do olho do senhor Paulo e da bocarra da Moura Guedes. Grande como nunca se tinha visto, a apresentadeira da TVI esteve no seu melhor e, até o maridão Moniz seguiu as instruções à regra. Há ganda mulher!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

Eleições

Apesar do país estar em luto, a vida continua...com a campanha para as legislativas.
O que é feito daqueles políticos que aspiravam a lugares de poder suportados por ideologias em que acreditavam? Que é feito daquelas pessoas que dedicavam toda a sua vida às causas nobres e aos problemas sociais e económicos do país? Por onde andam esses senhores?
Já eram.

13 de Fevereiro

Reza a história que no dia 13 de cada mês, de Maio a Outubro, a Nossa Senhora do Rosário "desceria" à Cova da Iria para encontrar três pastorinhos: Francisco, Jacinta e Lúcia. Os dois primeiros, quis a senhora levá-los. Lúcia ficou.
No próximo dia 22 de Março a "pastorinha" completava 98 anos, 88 deles dedicados à oração. Para trás fica uma vida, que por opção, foi de clausura. Na manhã da sua morte, Lúcia recebeu a benção do Papa e horas depois seguiu o seu caminho.
Por cá, fica um legado de conversas e estórias que muitos negam e não acreditam. Inegável é a história de uma vida dedicada a oração e aos outros.
Coincidência ou não, a mais velha das videntes partiu, para parte incerta, no dia 13 de Fevereiro de 2005.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

Para quem não sabe...

A vida dá muitas voltas. Além dos vómitos que isso provoca, inverte, de um momento para o outro, o sentido da caminhada.
Não é azar. É consequência de apanhar atalhos e de saltar por cima dos escolhos, sem os retirar da via.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2005

É Carnaval ninguém leva a mal :(

Detesto esta frase. Detesto estas brincadeirinhas carnavalescas. Não suporto mascarados e irritam-me as bombas, os balões de água e as guerras de ovos (que acho que já não existem).
Ainda se estivessem 40 graus e andássemos para aí a sambar em bikini...ainda vá que não vá, agora assim...nem pensar!

Nokia 6600

Pronto, já está. Rendi-me à piroseira dos telemóveis com câmara digital. A promoção jornaleira é no que dá. Agora também eu andarei por aí a tirar fotografias a torto e a direito (a torto... é mais o meu género).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005

Replicar...

... foi tudo o que aprendi com o importante frente-a-frente dos SS (Santana & Sócrates). Faças o que fizeres, antes, deves anunciar se replicas, ou não.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2005

Hoje recebi este mail...

...e não podia deixar de o partilhar. Simplesmente...belo.
Será que nasceste nos anos 60, 70 ou 80 ?
Como conseguiste sobreviver?
Os carros não tinham cinto de segurança, nem apoio de cabeça nem, seguramente, airbags. No banco de trás era a festa, era "divertido" e não era "perigoso".
As barras das camas e os brinquedos eram multicolores, ou pelo menos envernizadas e com tintas contendo chumbo e outros produtos tóxicos. Não havia protecção infantil nas tomadas eléctricas, portas das viaturas, medicamentos e outros produtos químicos de limpeza. Andava-se de bicicleta sem capacete. Bebia-se água da mangueira de rega num chafariz ou em qualquer outro sítio, sem que fosse água mineral saída de uma garrafa estéril ... Fazíamos carros com caixas de sabão, e aqueles que tinham a sorte de ter uma rua asfaltada, inclinada junto de casa, podiam tentar bater recordes de velocidade e aperceberem-se, tarde demais, que os travões tinham sido esquecidos... Após alguns acidentes, o problema era normalmente resolvido! Tínhamos o direito a brincar na rua com uma única condição de estar de volta antes de anoitecer. Não havia GSM e ninguém sabia onde estávamos, nem o que fazíamos... Incrível!
A escola fechava ao meio-dia para almoço, podíamos ir comer a casa. Arranjávamos feridas, fracturas e, às vezes, até partíamos os dentes, mas ninguém era levado a tribunal por isso. Mesmo quando havia grande bagunça, ninguém era culpado, excepto os mesmos. Podíamos engolir toneladas de doces, torradas com toneladas de manteiga e beber bebidas com Açúcar de verdade, mas não havia excesso de peso, porque estávamos sempre na rua. Podíamos partilhar uma limonada com a mesma garrafa sem receio de contágio. Não tínhamos Playstation, Nintendo 64, X-Box, jogos de vídeo, 99 programas de TV por cabo ou satélite, vídeo, nem Dolby surround, nem GSM, nem computador, nem chat na internet, mas nós tínhamos.... amigos! Podíamos sair, a pé ou de bicicleta para ir a casa de um colega, mesmo se ele morasse a varios kms, bater à porta ou simplemente entrar em casa dele e sair para brincarmos juntos. Na rua, sim na rua, no mundo cruel! Sem vigilância! Como é que isso era possível? Jogávamos futebol só com uma baliza e se um de nós não era seleccionado uma vez, não havia traumas psicológicos, nem era o fim do mundo! Por vezes um aluno, talvez um pouco menos bom que os outros, tinha que repetir o ano. Ninguém era enviado ao psicoólogo ou ao pedopsiquiatra. Ninguém era disléxico, hiperactivo nem tinha "problemas de concentração". O ano era repetido e pronto. Cada um tinha as mesmas oportunidades que os outros. Nos tínhamos liberdades, erros, sucessos, deveres e tarefas ... e aprendíamos a viver e a conviver com tudo isso. A pergunta é então: mas como conseguimos sobreviver? Como pudemos desenvolver a nossa personalidade? Será que tu também és desta geração?
Eu sou.